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23 de
fevereiro de 2010
Mercado começa aquecer
Vendas do varejo cresceram 5,9% em 2009, mostra
IBGE
Supermercados e alimentos responderam por maior
parte da expansão.
Em dezembro, setor teve queda após sete meses de
alta.
Do G1, em São Paulo
As vendas do comércio varejista brasileiro tiveram
queda de 0,4% em volume na passagem de novembro para
dezembro, no primeiro recuo desde abril, segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Com o resultado, o setor fechou o ano com
expansão de 5,9% - abaixo da taxa de 9,1% registrada
no ano anterior.
Na comparação com dezembro de 2008, houve expansão
de 9,1% em volume de vendas. Em receita, o mês de
dezembro viu queda de 0,4%. Já o ano de 2009 teve
alta de 10,0%.
No ano passado, o segmento hipermercados,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e
fumo, com alta e 8,3%, foi o maior responsável pela
expansão do varejo, respondendo por 67,8% da taxa
anual. “Este desempenho reflete, principalmente, o
aumento do poder de compra da população decorrente
do aumento da massa de salário da economia (obtida
pela melhora da renda e do emprego) e da expansão do
crédito”, diz o IBGE em nota.
O segundo maior impacto veio de outros artigos de
uso pessoal e doméstico, com alta de 8,4%,
respondendo por 11,9% da taxa global. Também pesaram
positivamente os segmentos e artigos farmacêuticos,
médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou
crescimento de 11,8% em relação ao ano anterior;
móveis e eletrodomésticos, com variação de 2,1% no
volume de vendas; equipamentos e materiais para
escritório, informática e comunicação, que obteve
acréscimo no volume de vendas de 10,6% sobre o ano
de 2008; combustíveis e lubrificantes, com alta de
0,8%; e livros, jornais, revistas e papelaria
(9,6%).
Apenas dois segmentos tiveram queda no volume de
vendas em 2009 na comparação com o ano anterior:
material de construção (-5,9%), influenciado pela
crise financeira, que reduziu a atividade
industrial; e tecidos, vestuário e calçados (-2,8%).
Dezembro
Na passagem de novembro para dezembro, as vendas do
varejo recuaram 0,4%, após sete meses de resultados
positivos.
Das oito atividades que compõem o varejo, quatro
tiveram queda nessa comparação: -3,4% para outros
artigos de uso pessoal e doméstico; -3,3% em móveis
e eletrodomésticos; -0,8% para artigos
farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e
cosméticos e -0,8% para hipermercados,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e
fumo.
Na outra ponta, tiveram alta o comércio de livros,
jornais, revistas e papelaria (1,6%); combustíveis e
lubrificantes (0,7%); tecidos vestuário e calçados
(0,2%); e equipamentos e material para escritório,
informática e comunicação (0,2%)
Regiões
De novembro para dezembro, as maiores altas no
varejo foram vistas em Tocantins (6,1%); Amapá
(5,8%) e Rio Grande do Sul (2,6%). Já as principais
quedas se foram registradas em Mato Grosso do Sul
(-3,9%) Amazonas (-3,6%); Espírito Santo (-2,1%);
Paraná (-1,8%); Maranhão (-1,6%) e Paraíba (-1,6%).
Na comparação entre meses de dezembro, todos os
locais tiveram crescimento nas vendas. As maiores
foram registradas no Acre (23,4%); Piauí (18,9%);
Sergipe (18,7%); Alagoas (17,5%); Rondônia (16,4%) e
Roraima (16,3%).
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