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17 de
fevereiro de 2010
Zoneamento é prioridade
O deputado federal Zé Geraldo realizou reunião com
chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto
Carvalho, no dia 12 de fevereiro, para solicitar
maior celeridade para a sanção presidencial do
projeto de Zoneamento Ecológico Econômico da BR-163
(Rodovia Santarém-Cuiabá), o chamado ZEE Zona Oeste.
A iniciativa, segundo o parlamentar, foi bem aceita
pelo chefe de gabinete, que ficou de levar as
ponderações ao presidente da República. O Conselho
Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou no ano
passado a implantação do ZEE Zona Oeste, que abrange
19 municípios paraenses em uma área de 33 milhões de
hectares. “A sanção presidencial abre a
possibilidade de aplicar as ferramentas previstas no
zoneamento visando aprimorar o desenvolvimento
regional e superar um conjunto de desigualdades
regionais herdadas dos governos passados, além de
incentivar a implantação de um novo modelo de
desenvolvimento com sustentabilidade”, ponderou o
deputado.
Os municípios da área do ZEE Zona Oeste são:
Altamira, Anapu, Aveiro, Belterra, Brasil Novo,
Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Medicilândia, Novo
Progresso, Placas, Porto de Moz, Prainha, Rurópolis,
Santarém, Senador José Porfírio, Trairão, Uruará e
Vitória do Xingu. De acordo com dados divulgados
pelo Governo do Estado do Pará, o projeto permitirá
a intensificação do uso do solo nas áreas alteradas
e a recuperação das áreas degradadas. O objetivo é
orientar a ocupação dos espaços produtivos do
entorno da rodovia e promover o uso racional dos
recursos naturais.
O secretário de Estado de Projetos Estratégicos,
Marcílio Monteiro, que apresentou ao Conama a
proposta do Zoneamento Ecológico-Econômico da
BR-163, disse que o ZEE garante o desenvolvimento e
é um marco para a região, já que estimula a produção
sustentável, a infraestrutura para o
desenvolvimento, a inclusão social, a cidadania, o
ordenamento territorial e a gestão ambiental.
Marcílio explicou ainda que nos locais já desmatados
a reserva legal cairá de 80% para 50% da área total,
para efeito de recomposição florestal. Baseado em
dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),
o estudo aponta que o desflorestamento nas áreas de
Consolidação/Expansão equivale a 7,09% da área total
do ZEE.
Inclusão social - Utilizando recomposição de 50%, o
setor produtivo passa de 4.744 km2 para 11.862 km2,
incorporando 7.117 km2 (2,13% da área total do ZEE).
Assim, o total da área apto para sistemas de
produção chega a 3,53% da área total do Zoneamento.
"É preciso promover o desenvolvimento sustentável de
quem vive nessa área, com foco na inclusão social e
na conservação dos recursos naturais", ressalta
Monteiro.
Os dados do governo revelam que a realização dos
estudos teve o apoio financeiro do Ministério da
Integração Nacional, por intermédio da
Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia
(Sudam), além de envolver uma equipe
multidisciplinar, que reúne profissionais de
Geografia, Biologia, Agronomia, Engenharia
Florestal, Cartografia, Arqueologia, Geologia,
Sociologia e Economia, de diversas instituições
brasileiras. A partir de coletas no campo, os
especialistas elaboraram diagnósticos, mapas e
relatórios das áreas que estão no entorno da
rodovia.
O governo do Pará conseguiu elaborar o ZEE da BR-163
em apenas dois anos, um feito inédito, considerando
que o Acre levou 14 anos para fazer o seu zoneamento
e o Mato Grosso está há nove discutindo uma proposta
sem chegar a um consenso. O trabalho, que serve como
base para a implantação de políticas públicas na
região, conta com o apoio de organizações
governamentais e não governamentais, da iniciativa
privada e, principalmente, da sociedade local, por
intermédio dos movimentos sociais.
Biomas - A BR-163 atravessa a Amazônia Central, uma
das áreas mais importantes do ponto de vista de
potencial econômico, diversidade social, biológica e
riquezas naturais da Amazônia. Nela, estão
representados os biomas cerrado e floresta
amazônica, um vasto estoque de biodiversidade e
quatro imensas bacias hidrográficas: Teles Pires,
Tapajós, Xingu e Amazonas.
O governo do Pará trabalha para consolidar os
estudos técnicos para realizar o zoneamento da borda
leste do Estado, área consolidada pela ocupação
humana, e assim fazer o ordenamento ambiental e
territorial mais adequado para cada município,
respeitando a vocação econômica de cada um.
Por Kid dos Reis com dados da Sedect/Agência Pará
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