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12 de
fevereiro de 2010
Economia
Carnaval deve movimentar R$ 49,2 milhões na
economia paraense
Da Redação
Agência Pará
As projeções econômicas do Instituto de
Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do
Estado do Pará (Idesp) apontam que o carnaval
paraense, deste ano, deve movimentar R$ 49,2
milhões. "Depois do mês de dezembro, quando, por
conta das festas de fim do ano, há um incremento
significativo na economia com aumento no volume da
produção, vendas do comércio e na geração do
emprego, o carnaval desponta, em fevereiro, como
principal indutor na retomada da movimentação
econômica nacional", afirma o diretor de Pesquisas e
Estudos Socioeconômicos do Idesp, Cassiano Ribeiro.
No ano de 2009, cerca de 60 mil passageiros deixaram
a capital com destino aos municípios do interior
durante o carnaval, segundo dados da Agência de
Regulação de Serviço Público do Estado do Pará (Arcon).
Para 2010, está previsto um incremento de 12% na
movimentação de passageiros, e os gastos com
transporte devem representar 6% do total no
carnaval. Já os gastos com alimentação devem chegar
a R$ 28 milhões e representa o maior grupo de
despesas durante o carnaval, seguido de gastos com
bebidas (21%) e hospedagens (16%).
Segundo Cassiano, foi verificado neste mês de
fevereiro um aumento significativo na geração de
empregos formais no Estado, motivadas principalmente
pelo carnaval. A expectativa é de que o saldo de
empregos alcance 6 mil postos de trabalho gerados no
período, somente no setor comércio, o principal
responsável pelas contratações. A projeção baseia-se
na média de admissões verificada entre os anos de
2007 e 2009, em cerca de 5.150 trabalhadores
admitidos durante o carnaval deste período. "O saldo
também foi positivo no setor referente aos três anos
pesquisados, o que representa a diferença entre o
número de admitidos e demitidos", explica Cassiano.
A indústria de alimentos e bebidas, com exceção de
2009, por conta da crise econômica, apresentou
comportamento semelhante ao comércio sobre a geração
de empregos. Cassiano lembra ainda que os números
podem ser ainda maiores se considerados os empregos
informais, gerados pela preparação e realização da
festa do carnaval. "O Estado passa a ser um forte
indutor na economia da cultura, promovendo um efeito
de distribuição de renda e, ao mesmo tempo, de
multiplicador dos efeitos da economia, como o
emprego. De maneira indireta, esse benefício promove
a inclusão social principalmente de jovens e
mulheres", avalia Cassiano.
Em 2010, os investimentos do Governo do Estado em
ações de cultura, no período, foram de
aproximadamente R$ 2 milhões, divididos entre mais
de 150 instituições relacionadas a agremiações e
blocos da capital, Belém, e do interior, como Óbidos,
Curuçá, Vigia, Bragança, Cametá, Colares, São
Caetano de Odivelas. "A integração da política
cultural com o interior também reflete o fator
distributivo do carnaval. Carnavais como os da
cidade de Óbidos, Vigia e Cametá já se tornaram
referências culturais no Estado, e acabam muito
demandados pelas pessoas da capital, e até mesmo
oriundas de outros Estados", diz o diretor de
socioeconomia do Idesp.
Despesas
Alimentação - R$ 28 milhões (57%)
Bebidas - R$ 10,5 milhões (21%)
Combustíveis - R$ 1,500 milhão (3%)
Hospedagem - R$ 7,92 milhão (16%)
Transporte - R$ 1,32 milhão (3%)
Total - R$ 49,240 milhões (100%)
Elaboração: Idesp (2010)
Yvana Crizanto - Idesp
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