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25 de agosto de 2010
Justiça do Rio condena Garotinho à
prisão
Ex-governador ainda pode recorrer da
decisão e corre o risco de ter pena
aumentada
Do R7.
O Ministério Público Federal no Rio de
Janeiro (MPF/RJ) informou nesta
terça-feira (24), por meio de nota, que
Justiça condenou o ex-governador do Rio
Anthony Garotinho e o ex-deputado
estadual Álvaro Lins, além de outros
oito cúmplices, acusados de usar a
Polícia Civil do Rio de Janeiro para
cometer crimes como corrupção e lavagem
de bens.
Lins foi condenado a 28 anos de prisão,
pelos crimes de formação de quadrilha
armada, corrupção passiva e lavagem de
bens, pela 4ª Vara Federal Criminal, a
partir de denúncia do MPF em 2008. Já
Garotinho recebeu pena de dois anos e
meio de prisão pelo crime de formação de
quadrilha, que serão cumpridos com
serviços à comunidade e suspensão de
direitos. Mas todos os envolvidos ainda
podem recorrer da decisão em liberdade.
A condenação é resultado de
investigações da operação Gladiador,
apurada pelo Ministério Público Federal
e pela Polícia Federal, além da quebra
de sigilo de Álvaro Lins e de
investigações de documentos colhidos
durante o processo.
A Justiça condenou ainda sete policiais
civis. Suas penas variam de dois a onze
anos de reclusão.
O procurador da República Leonardo
Cardoso de Freitas afirmou que o MPF
recorreu para tentar aumentar a pena do
ex-governador.
- A sentença é positiva e reflete uma
conquista no combate à corrupção e à
impunidade no país. Não obstante, o MPF
já recorreu, entre outras coisas, para
aumentar a pena de alguns dos condenados
Garotinho, por meio de seu blog, afirmou
que a decisão da Justiça é "mais um
capítulo de perseguição covarde" contra
ele e sua família. Disse que acha
estranho o fato surgir no meio da
campanha eleitoral. O ex-governador
concorre a uma vaga na Câmara. Ele
afirmou ainda que não há provas contra
ele. O R7 ainda não conseguiu localizar
Álvaro Lins para comentar a condenação.
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