|
Conheça o Autor |
E-mail |
Indicar Blog
22 de dezembro de 2008
O Natal Ananin
O período natalino contagia pelas musicas, pelos
momentos de reflexão e pela correria para fazer a
compra dos presentes. Este último detalhe é o mais
percebido por toda a população.
Para quem usa a Br 316 como acesso para dentro ou
para fora de Ananindeua sente o aumento considerável
do fluxo de veículos e de pessoas, principalmente
nas proximidades do shoping Castanheira. A mesma
agonia sofre quem utiliza a Transcoqueiro e a
rodovia Augusto Montenegro como acesso, o
congestionamento é constante.
São indícios da força do setor comércio em terras
Ananins e a percepção de que o eixo empresarial da
região metropolitana está definitivamente sendo
transferido para o que é agora o principal corredor
da grande Belém.
A avenida Almirante Barroso e a avenida Magalhães
Barata, nome real do trecho da Br 316 que fica
dentro dos limites de Ananindeua, está recebendo
cada vez mais as grandes empresas.
É fácil constatar a presença dos grandes
supermercados, agências dos mais importantes Bancos,
lojas de informáticas, restaurantes e lanchonetes de
redes internacionais, universidades e grande
residenciais.
É o chamado progresso invadindo como um Tsunami
Ananindeua e já atingindo o município de Marituba.
"Paz e Harmonia para a humanidade, no Natal e em
2009".
Mande comentários para
dinanlaredo@gmail.com
24 de novembro de 2008
Ananindeua na roda de Carimbó.
O município Ananin abrigou, no último final de
semana, o primeiro encontro de articulação da
campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”.
Organizado por entidades e grupos culturais de
vários municípios a campanha faz parte do processo
iniciado junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional.
Participaram do evento na escola Clóvis Begot, no
bairro Águas Lindas, Mestres, músicos, tocadores e
dançarinos dos grupos “Os Tentadores”, de Marapanim,
“Unidos do Paraíso”, de Santa Bárbara, “Tambá Tajá”,
e “Os Brasas da Marambaia”, de Belém, “Tio Milico”
de Maracanã, “Os Amigos do Carimbo”, “Maianá”,
“Pindorama” e grupo da 3ª idade da Arnal, de
Ananindeua.
Os grupos, entidades culturais e a Funcam de
Ananindeua conheceram o processo de registro do
Carimbó como patrimônio Imaterial da cultura
brasileira, discutiram propostas e planejaram as
ações da campanha em Ananindeua.
O encontro organizado pelos grupos locais em
parceria com a Amalindas e prefeitura de Ananindeua,
teve a participação de Mariana Sampaio, Diretora do
DPHAC da Secult, do Jornalista Dinan Laredo, como
mediador, e do Isaac Loureiro, da Irmandade São
Benedito de Santarém novo.
Os mestres Alexandre Silva (amigos de Carimbó),
Mario Neves (Os Brasas da Marambaia), Santinho
(Pindorama), Cazuza (Unidos do Paraíso), Pedro
(Marujada), Lico (Marapanim), Figueredo (Os
tentadores), narraram suas histórias vivenciadas na
sustentação da cultura popular do Carimbó.
12 de novembro de 2008
Transito sem planejamento
Os planos diretores das cidades da região
metropolitana incluindo principalmente a Capital
Belém, não contemplam soluções antecipadas para o
transito de veículos e o tráfego de pessoas.
As vias de maior escoamento como Avenida
Almirante Barroso, BR 316 e Rodovia Augusto
Montenegro estão estranguladas e a cada dia fica
mais difícil trafegar com agilidade.
A Avenida João Paulo II que já deveria estar
concluída até a Alça Viária ainda não ultrapassou a
área complicada do entroncamento.
A Avenida Independência que poderia também desafogar
o transito parou e não chega ao município de
Marituba.
Quando os governos resolverem realizar estas obras
estratégicas já serão necessárias abrir novas
avenidas até Benevides e Santa Isabel do Pará. O
planejamento inexiste e as obras ficam prontas 20
anos depois do prazo ideal e por custos
elevadíssimos por conta de indenizações de
propriedades particulares.
Jogos estaduais em Ananindeua.
Neste final de Semana o município de Ananindeua
recebe cerca de 450 atletas e comissões técnicas que
estarão disputando 10 modalidades esportivas.
Os jogos vão reunir representantes de 14 municípios
do Pará e Amapá nas instalações da sede campestre da
Associação Atlética do Banco do Brasil situada no Km
6 da Br 316.
Os atletas vão se enfrentar no Futebol, Futsal,
Voleibol, Tênis de mesa, Xadrez, Sinuca, Futvoley e
Tênis de quadra.
Os jogos estaduais de AABBs acontecem no sábado e no
domingo, 15 e 16 de Novembro. Na sexta-feira
acontece o seminário que antecede as partidas.
28 de outubro
de 2008
Fundo Público de Campanha Eleitoral.
A campanha eleitoral para a presidência nos
Estados Unidos da América é uma coisa absurda em
relação aos gastos para promover as principais
candidaturas. Apesar de a legislação garantir a
candidatura de qualquer cidadão americano, apenas
dois partidos monopolizam a disputa e conseguem
arrecadar volumosos recursos financeiros.
No Brasil não é diferente, apesar do
pluripartidarismo, na verdade o que manda na disputa
é a força do poder econômico. Ou seja, quem tem
capacidade de captar maior quantidade de recursos
tem maiores condições de articulações e manutenção
da estrutura de campanha.
Independente do partido político, do carisma do
candidato, do trabalho realizado ao longo dos anos
em favor da comunidade ou mesmo da confiança
adquirida no eleitorado, tudo é esvaziado durante a
corrida do período eleitoral.
A engenharia da campanha eleitoral está ficando cada
vez mais sofisticada e de preço elevado segregando
claramente quem pode e quem não pode participar do
pleito em qualquer cidade, Estado ou no País.
Existem alguns fenômenos eleitorais, como o cobrador
pregador eleito vereador de Belém, com estrutura
mínima de campanha, mas quase sempre não avançam na
carreira política.
O comentado até por políticos mais experientes que o
ideal para tornar a disputa mais equilibrada para
todos os cargos eletivos, seria a criação de um
fundo público de campanha. Este fundo gerido pela
justiça eleitoral que distribuiria volume igual de
recursos financeiros para todos os partidos e para
todos os candidatos. Como já é feito, a fiscalização
da aplicação dos recursos, também seria realizada
pelos tribunais eleitorais.
21 de outubro
de 2008
A Justiça e polícia ausentes no interior.
A reclamação é generalizada por falta de
segurança na capital do Pará e na região
metropolitana, tanto é que o principal tema das
propagandas eleitorais dos candidatos a prefeito de
Belém é focado em apresentar alternativas para
reduzir a criminalidade.
Na área mais desenvolvida do Estado é sentida a
carência de policiamento e no interior a quase
inexistência da presença da força pública provoca
reações que em muitos municípios chegaram ao caos
total.
A quebradeira dos prédios públicos em Santo Antonio
do Tauá e Tomé Açu, recentemente e, em Tailândia, há
algum tempo, apenas evidencia o descontentamento com
o sistema de segurança do Estado e também com a
poder judiciário.
No caso de Tomé Açu a morte do vereador virou um
evento de comoção e revolta por duas razão, por ter
Raimundo Sampaio sido eleito com quase o triplo de
votos que o segundo colocado obteve e por ser
considerado um personagem que tomava o lugar da
policia e da justiça no município.
Ao mesmo tempo que era temido por seus métodos de
resolver situações de crimes de maneira bem
peculiar, ele era amado pelos mais humildes por que
o viam como um “pai dos pobres”.
Os comentários na cidade eram de que Raimundo
Sampaio chegou a conquistar enorme respeito da
população que além de prender marginais e
entrega-los para policia, ele resolvia outras
questões que deveriam ser da competência da justiça,
como por exemplo, casos de separação de casais com a
devida divisão dos bens adquiridos pelos
ex-companheiros de matrimonio, além de distribuir
lotes de terras para famílias de Sem teto.
A falta da presença efetiva da polícia e da ação
rápida da justiça faz surgir nessas áreas
personagens como Raimundo que acabam sendo
considerados justiceiros que montam estruturas
paralelas ao do poder Estatal para tentar controlar
os conflitos sociais.
03 de julho de 2008
Caros internautas peço desculpas pela ausência neste
último mês em não atualizar o blog.
As ocupações com o jornalismo diário na RBA e
inumeras viagens me ocuparam o tempo.
Também devo informar que estarei fora por três meses
por força da lei eleitoral, já que estarei
concorrendo a uma vaga de vereador à Cãmara
Municipal de Ananindeua.
Ao final do processo eleitoral voltarei as minhas
atividades normais aqui no Ananindeuahoje.com e nos
demais veiculos de comunicação que atuo.
Um grande Abraço.
28 de Abril de 2008
Janelas para nossos rios e igarapés.
Ananindeua tem espaços que deveriam ser mais
aproveitados pela população da cidade e dos
municípios vizinhos, até no sentido de incrementar o
turismo.
Vários bairros terminam em rios, nascentes e até na
Baia do Guajará, mas como o desenvolvimento da
cidade se deu a partir da ferrovia no centro do
território firme essas paisagens típicas da região
amazônica ficaram escondidas.
Alem da beleza das ilhas que são freqüentadas por
uma pequena parcela da população existem vários
acessos para os rios nos bairros que não são abertos
para a população.
No Curuçambá, Distrito Industrial e Icuí Guajará as
áreas ribeirinhas estão quase totalmente
privatizadas, por famílias ou por empresas.
Os portos estão cercados com acesso limitado, quando
deveriam ser espaços públicos de lazer da população.
Novos empreendimentos da iniciativa privada e do
poder municipal vão urbanizar o trecho do rio
Maguarí que divide os bairros do Curuçambá e
Distrito Industrial, com o residencial Viver
Ananindeua e o condomínio Quinta Carmita.
Começa a ser o resgate de uma outra faceta da cidade
Ananin que cresce acelerada e precisa estar sempre
atenta para qualidade de vida de sua população.
Ainda existem espaços em outros bairros como no Icui
Guajará, Águas Lindas, Aura e Centro que deveriam
ser revitalizados e urbanizados para evidenciar o
contato dos habitantes com as vias marítimas que
contornam a cidade.
21 de Abril de 2008
O Pará de ricas águas.
Mesmo com todos os graves ataques, ao meio ambiente,
provocados, pela devastação agressiva, nosso
eco-sistema ainda resiste e guarda mistérios
valiosos.
A Amazônia desperta a cobiça justamente por que é
muito poderosa em riquezas, ainda não conhecidas da
maioria da população, informações privilegiadas que
apenas alguns dispõe e podem usufruir muitas vezes a
milhares de quilômetros da região verde.
O volume de água dos rios surpreende quem viaja de
avião ou de embarcações fluviais para região das
ilhas.
Nos municípios de Oeiras do Pará, Portel, Melgaço,
Curralinho, São Sebastião da Boa Vista, e outros, a
paisagem formada pelos enormes rios deslumbra o
visitante, mesmo aquele acostumado com a região
amazônica.
Alem da imensidão aquática há ainda a fartura da
floresta que margeia ou emerge no meio dos granes
rios e até das baias.
Neste mundão onde o ser humano parece miniatura
visto do alto, com certeza existem ainda milhares de
segredos e riquezas que somente especialistas e
equipamentos sofisticados poderão detectar e
avaliar.
10 de Abril de 2008
Impotência da Segurança Publica.
Alarmante os crimes que são registrados em Belém,
Ananindeua e em outros municípios do Pará sem que
seja apresentado um mecanismo para brecar a
violência que destroem famílias e comunidades.
As mortes provocadas por assaltantes cada vez mais
jovens não distinguem mais classe social, formação
intelectual, idade, raça, sexo, se a vítima é gente
comum ou até autoridade do sistema de segurança.
Pois é, o desrespeito com o cidadão e desapego com a
vida parece que está atingindo o limite máximo nas
ações dos marginais. As vitimas são agora os agentes
do sistema de segurança pública. Dois militares, o
tenente do corpo de Bombeiros e o sargento da
Policia Militar foram assassinados durante tentativa
e assalto.
A sensação percebida nos velórios entre os oficiais
e praças das forças que estes militares pertenciam
foi de impotência diante de uma situação que deveria
ser evitada exatamente por eles.
Matar os executores dos militares, não resolveria o
problema que atinge toda sociedade. A prisão é a
punição prevista em lei. No entanto, as celas estão
superlotadas, com cerca de 9 mil presos para 6 mil
vagas em todo o Estado do Pará.
As autoridades policiais e do sistema penal entendem
que a questão escapou das esferas do aparelho
repressor e abrange um contesto maior que envolve
pesados investimentos nas áreas sociais.
São tantas pessoas marginalizadas que uma grande
parcela da população absorve a idéia de que é
realmente de outro lado da sociedade, ou seja, da
parte que historicamente é excluída dos avanços
sociais e das riquezas produzidas.
03 de
Abril de 2008
Comerciários e comerciantes.
Ninguém em sã consciência quer que supermercados,
lojas, shoppings centers, e outros estabelecimentos
do setor comércio fechem aos domingos ou feriados.
Pelo contrario quanto mais lojas funcionando nesses
dias, mais aquecida será a venda de todo tipo de
produto, representa mais conforto para os
consumidores e conseqüentemente mais aumenta a
oferta de emprego.
A abertura de supermercados e Shopping, autorizada
há cerca de 10 anos através de uma lei municipal
aprovada pela Câmara de Vereadores de Belém, previa
principalmente a criação de novos postos de
trabalho.
A população gostou da novidade e aprovou, inclusive,
as lojas que funcionam 24 horas sem interrupção, o
que com certeza absorveu mais uma grande quantidade
de trabalhadores nesse setor que emprega cerca de 30
mil pessoas em Belém e Ananindeua.
Mas no decorrer do tempo começaram a aparecer ás
distorções nas escalas de serviços dos funcionários
que trabalham nas lojas que abrem nos domingos,
feriados e 24 horas.
As reclamações ultrapassaram as paredes das empresas
e até dos sindicatos da categoria chegando aos
consumidores, nas proprias lojas e ao Tribunal
Regional do Trabalho.
A carga horária superior à estabelecida por lei não
estava sendo respeitada, chegando a dez, doze horas
por dia, sem pagar horas extras, quando deveria ser
seis horas diretas ou oito horas com intervalo.
O banco de horas criado pelas empresas nunca
compensava para o funcionário. E as folgas no
domingo quase não eram garantidas para quem ganha R$
440 reais por mês e sequer tem tempo para a família.
Os Comerciários, com certeza, não são contra a
abertura das lojas nos domingos e feriados. O
questionamento da categoria é com a forma de
gerenciamento do capital humano. Ou seja, folga,
carga horária justa, e melhor remuneração. O
consumidor já entendeu isso, o TRT também, só falta
o empregador agir.
01 de Abril de
2008
Mortes banais; a vida sem
valor.
As famílias de vitimas já pensam em criar uma
entidade para lutar por soluções que possam evitar
assassinatos que destroem pessoas, projetos de
vidas, que descaminham planos de construção de uma
sociedade mais humanizada.
Sabemos pelos noticiários ou presenciamos o
sofrimento de gente que tem o curso de sua
existência interrompida por uma brutalidade que
remete ao inicio da civilização, quando o homem,
ainda com instinto animal selvagem, era obrigado a
matar para se alimentar.
As técnicas de assaltos aplicadas pelos meliantes
recrudesceram. Antes os batedores de carteira eram
os bandidos perigosos que lotavam as celas, viravam
manchetes das paginas policiais. Hoje os chamados
descuidistas são considerados até personagens
românticos, malandros espertos que tinham
habilidades de furtar carteira porta cédulas sem
tocar no corpo da vitima.
O que rende manchete nos jornais diários é o crime
brutal, o corpo no local de crime, o assassinato.
Não porque os editores dos jornais prefiram esse
tipo de noticia, mas é por que são tantas mortes,
tantos, homicídios, acerto de contas entre bandidos,
morte por quase nada, que outros crimes ficam em
segundo plano.
Foi o pesquisador do Museu Goeldi, foi o promotor de
eventos, foi o despachante, foi o Sociólogo, foi os
irmãos Novelino, foi a Nirvana, foi a filha dos
pastores, a Líliam Obausk, foi o pedreiro Luiz
Cardoso, em Águas Lindas, foi a empregada domestica,
no Marco, em fim são tantos casos que rapidamente
são substituídos por novas tragédias que abalam,
pais, filhos irmãos, colegas de trabalhos e
vizinhos.
A arma de fogo virou brinquedo de criança e qualquer
adolescente faz esforço para comprar uma de verdade
e mostrar seu poder no circulo de amigos. Ao
anunciar o assalto o bandido logo fala que vai
matar. A arma não é mais usada apenas para intimidar
a vitima. Mesmo depois do assalto concluído o
bandido tem uma espécie de prazer de ver a sua presa
tombar sem vida.
»
Envie seu
comentário |